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Arquivo : Afonsinho

Três médicos, três craques da bola
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Afonsinho e Tostão são contemporâneos. Os dois nasceram em 47, e tiveram caminhos distintos. Um foi descoberto pelo XV de Jaú e foi direto para o Botafogo do Rio, onde conseguiu vários títulos, entre eles a Taça do Brasil de 68.

Afonsinho foi muito além de craque. Foi um defensor ferrenho da classe. Ele foi barrado no clube por usar cabelos compridos e barba, mas não se dobrou aos dirigentes. Brigou pelos seus direitos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva e acabou recebendo, pela primeira vez na vida de um jogador, o passe livre em 71, coisa que os profissionais só conquistaram 21 anos depois.

Afonsinho foi tema de música, “Querido amigo Afonsinho”, composta por Gilberto Gil e cantada pela genial Elis. Vale a pena você ouvir. Hoje ele é médico do serviço público na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro.

Tostão foi genial no Cruzeiro e na Seleção Brasileira, mesmo tendo problemas com um descolamento de retina, após levar uma bolada no olho do zagueiro Ditão, no jogo Corinthians e Cruzeiro. Foi operado em 70 em Houston, no Texas, e, no mesmo ano, foi convocado e jogou a Copa no México, onde foi peça fundamental e fez jogadas sensacionais como aquela contra a Inglaterra, onde saiu o gol da vitória diante dos ingleses.

Fez Medicina em 75, em Belo Horizonte, e largou o futebol, ficando distante desse mundo por muito tempo. Mas não aguentou e voltou. Hoje é colunista de esporte de sucesso.

O outro médico e craque foi Sócrates. O doutor deixou sua marca de gênio no Corinthians e na Seleção. Fez Medicina em Ribeirão Preto, onde jogava no Botafogo.

Convivi com Magrão em muitos momentos e vi de perto o que aquele calcanhar e cabeça fizeram de estrago nos  adversários. Sócrates, a exemplo de  Afonsinho, foi um idealista. Lutou pela classe e pelos brasileiros. Participou das Diretas Já, em 85, e da Democracia Corintiana, movimento que libertava os jogadores do jugo dos Clubes.

Com o apoio do diretor de futebol da época, Adilson Monteiro Alves, e de companheiros como Casagrande, Wladimir, Biro Biro e Zenon, marcarou uma época de vitórias no Timão. Infelizmente, o doutor nos deixou há quase 4 anos, por causa de problemas gerados após uma intoxicação alimentar.

Vale lembrar que Tostão continua sendo o maior artilheiro do Cruzeiro com 249 gols, teve uma rápida passagem pelo América-MG, onde começou, e um ano no Vasco. Sócrates passou pela Fiorentina, Flamengo e Santos, time que era muito querido por ele. E ainda deu ar de sua graça no Garfhort Town da Inglaterra, onde jogou uma partida em 2004.

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